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Sobre o Espetáculo

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Morgana fala...

Em vida, fui chamada de muito nomes: irmã, amante, sacerdotisa, donzela, mãe, maga, rainha. Na verdade, chego agora a ser maga, mas há de vir um tempo em que a história toda deverá ser conhecida.

 

 

Bruxas de Avalon reconta a épica lenda do Rei Arthur do ponto de vista das mulheres que moldaram o seu destino. Diferentemente das lendas tradicionais, que são contadas por uma ótica cristã e masculina, esta versão dá o protagonismo a Avalon e à religião matriarcal da Deusa-Mãe, um dos cultos pagãos mais antigos do mundo.

 

Das forças que emanam da ilha sagrada de Avalon, surge uma profecia: Igraine deverá dar à luz ao futuro Grande Rei que unificará a Britânia. Arthur, o mítico rei prometido, dá lugar ao protagonismo de suas mulheres: Viviane, a poderosa Dama do Lago; Gwenhwyfar, sua futura esposa; Morgause, irmã de sua mãe; e Morgana, sua meia-irmã, que na maioria das lendas é retratada como a vilã, e aqui ganha contornos trágicos como a poderosa sacerdotisa e sucessora ao posto de Senhora de Avalon.

 

O espetáculo aborda os conflitos religiosos e de poder na época em que o cristianismo sufocou e suplantou as antigas religiões em busca de ampliar sua influência política. Entre os temas abordados estão o conflito entre paganismo e cristianismo; o papel da mulher - sua força, complexidade e vasto universo, que normalmente são ignorados nas narrativas históricas - as consequências dos casamentos arranjados; o machismo que uma sociedade agora patriarcal, apoiada pelas religiões cristãs, exerce sobre as mulheres; o choque de culturas e poderio dos sexos; e os simbolismos de insígnias sagradas como a Excalibur e o Santo Graal.

 

Desta maneira, as “bruxas” que intitulam o espetáculo dizem respeito não somente às poderosas feiticeiras de Avalon, mas também à condição feminina imposta por uma sociedade que aprisiona as mulheres em conceitos machistas e religiosos-patriarcais.

 

Com dramaturgia inspirada livremente pelos livros As Brumas de Avalon”, de M. Z. Bradley, e por diversas lendas do ciclo arturiano e da Matéria da Bretanha, o projeto se apropria do conceito do protagonismo feminino e da ótica da bruxaria para recriar as histórias e seus personagens, com roteiro assinado por Carol Silveira e Gustavo Dittrichi.

 

Produzido através de um processo de pesquisa teatral pela Cia. de Teatro Lusco-Fusco, o espetáculo será uma duologia (dividido em duas peças, dois volumes que estreiam e ficam em cartaz simultaneamente), que contará a Ascensão e a Queda do Rei Arthur, e fica em cartaz em outubro de 2023 em São Paulo, com estreia em 7 e 8 de outubro.

Sinopse

Parte Um: Ascensão

Filha da ilha sagrada de Avalon e duquesa da Cornualha, a jovem Igraine descobre, através de uma profecia vinda da Dama do Lago e do Merlim da Britânia, que deverá dar à luz um mítico Grande Rei prometido, que unificará a Britânia e que salvará Avalon de perder-se para sempre nas brumas.

 

Parte Dois: Queda

Enquanto Avalon se afunda cada vez mais nas brumas e com o poder da Igreja cada vez maior, Morgana deverá decidir se assume de vez o seu destino como Senhora de Avalon, o que a colocará inevitavelmente em confronto com seu irmão Arthur, o Grande Rei da Britânia.

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